Faixas e graus na app: quem está pronto para graduar

Equipa Stryde · 9 min de leitura · Publicado a 5 de setembro de 2026
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Numa escola com faixas, a pergunta difícil não é quem merece subir. É quem já está em condições de ser avaliado, e isso vive na memória de quem dá a aula. O que resolve isto: a escala da modalidade guardada num sítio só, os graus contados dentro de cada faixa, e as aulas, os meses e as horas desde a última subida a ordenar a lista por quem está mais perto. Quem promove continua a ser uma pessoa, nunca o sistema.

Neste artigo
  1. Porque é que ninguém sabe quem está pronto
  2. O que uma escala de graus tem de guardar
  3. As escalas que já vêm prontas, e as que não vêm
  4. Os critérios que ordenam a lista, e nunca promovem ninguém
  5. O Radar: quem está pronto, por ordem
  6. Atribuir a faixa sem sair do tatame
  7. Quem já graduava antes de ti: o ponto de partida
  8. Perguntas frequentes

Pergunta a um professor quem, na turma das 20h, está pronto para o próximo grau. Ele responde por três ou quatro alunos: os veteranos, e os que faltam há um mês. Pelos outros trinta hesita, e a hesitação é honesta. Ninguém traz de cabeça a data da última faixa de trinta pessoas, e as aulas que cada uma fez desde então.

O resultado é sempre o mesmo: gradua-se quem se lembra de graduar. Quem fala mais, quem treina à hora do professor, quem tem um amigo a puxar por ele. O aluno silencioso, que aparece três vezes por semana há catorze meses, fica para trás sem ninguém reparar. Esse é o que sai.

Este artigo é sobre a parte mecânica do problema, não sobre critério de graduação, que é teu. Onde se guarda a escala, o que uma app pode calcular sem decidir por ti, e o que a Stryde faz hoje nestes ecrãs. Onde alguma coisa não está feita, digo-o.

Porque é que ninguém sabe quem está pronto

O registo de graduações costuma viver em três sítios que não falam entre si: um caderno na secretaria, uma folha de cálculo que alguém atualiza quando se lembra, e a cabeça de quem dá as aulas. Com quarenta alunos isto funciona. Aos cento e vinte deixa de funcionar, e a primeira coisa que se perde é a data.

A data é tudo. Sem ela não respondes à pergunta que decide uma graduação: há quanto tempo é que este aluno está nesta faixa, e o que fez durante esse tempo. E quando um treinador sai da escola, sai com o histórico que só ele tinha.

O custo disto não é administrativo, é de retenção. No BJJ, a jornada até à faixa azul ronda os dois anos e meio, e a desistência acontece muito antes, no aluno que deixou de sentir que ia a algum lado. Está tratado em detalhe no guia sobre como reter faixas brancas até à faixa azul. O que interessa aqui é o mecanismo: um aluno que não vê progresso, e um professor que não vê que ele estagnou, são o mesmo problema visto dos dois lados.

O que uma escala de graus tem de guardar

Vale a pena arrumar primeiro o que é preciso guardar. São quatro coisas, e as folhas de cálculo costumam ter as duas primeiras e falhar as duas últimas.

  • A ordem dos degraus. Quais são as faixas ou os graus da tua modalidade e por que ordem se sobem. É a escada, e tem de ser a tua, com os nomes que a tua escola usa.
  • Os graus dentro de cada faixa. Muita gente gradua por marcas intermédias antes de trocar a cor da faixa. O grau é uma contagem dentro da faixa, não uma cor própria: a faixa tem cor, e dentro dela contam-se os graus já dados, até doze se a tua modalidade for a isso.
  • A data e o autor de cada subida. Quem promoveu, quando, e com que nota. É isto que sobrevive à saída de um treinador e o que te deixa responder a um aluno que pergunta quanto tempo leva na faixa.
  • O que falta para o degrau seguinte. O currículo escrito, para deixar de ser uma conversa diferente com cada aluno.

Na Stryde estas quatro coisas vivem no mesmo sítio, em Graus e progressão, e o histórico é sempre acrescentado, nunca reescrito por cima: uma promoção antiga fica como aconteceu, mesmo que a escada mude depois.

As escalas que já vêm prontas, e as que não vêm

Configurar uma escada de raiz é chato, por isso algumas já vêm preenchidas com a ordem mais comum da modalidade em Portugal. Não são obrigatórias: são um ponto de partida que editas com os nomes da tua escola.

ModalidadeO que já vem preenchidoO que fica por tua conta
BJJBranca, Azul, Roxa, Castanha e Preta, com cor, 4 graus por faixa (6 na preta) e tempos e idades mínimos de referênciaA cadência dos graus, que não vem preenchida de propósito
Judo e karatéA ordem de faixas kyu que os clubes portugueses usam, da branca à pretaCores, número de graus e requisitos
TaekwondoA ordem de gups, incluindo a faixa vermelha e pretaCores, número de graus e requisitos
AikidoDo 5.º kyu ao shodan, por grau e não por corCores, número de graus e requisitos
CapoeiraA sequência de cordas mais comum no batizadoAs cordas do teu grupo, que variam
Krav magaPractitioner 1 a 5 e Graduate 1 e 2Cores, número de graus e requisitos
Muay thaiA sequência de prajioud, do branco ao preto, com corNúmero de graus e requisitos
Boxe e MMAUma escala genérica, de Iniciado a Competidor, com corOs teus nomes, número de graus e requisitos
Kickboxing e outrasNada. Não há escala no sistemaFalas connosco e preparamos a tua escala contigo

Duas notas honestas. Só o BJJ chega com os graus e os tempos mínimos preenchidos, porque é onde há uma referência internacional reconhecida; nas outras vem a ordem certa e o resto é teu. E uma modalidade fora desta lista não tem escada nenhuma até alguém a preparar, o que se faz uma vez.

A pergunta seguinte é sempre a das crianças. Cada modalidade tem uma escada só, não há uma escada de kids à parte: ou acrescentas as faixas de kids à escada da modalidade, antes da branca, no mesmo ecrã onde editas nomes e ordem, ou pedes-nos uma modalidade de kids com escada própria. As turmas correm como turmas normais, com o encarregado de educação a marcar e a pagar pelos filhos (inscrições de crianças e encarregados), e a parte financeira está no artigo sobre as aulas de kids como motor financeiro. Para o resto do que muda numa escola de faixas, vê a página para escolas de artes marciais, ou a página para escolas de BJJ.

Os critérios que ordenam a lista, e nunca promovem ninguém

Aqui é onde a maior parte das pessoas espera automatismo, e onde ele deliberadamente não existe. Podes escrever, para cada degrau da escada, o que conta para lá chegar: um número mínimo de aulas, de meses na faixa atual, de horas de tatame, e uma idade mínima. Para os graus dentro da faixa valem os mesmos critérios sem a idade.

Esses números não promovem ninguém. Servem só para ordenar a lista por quem está mais perto, e o próprio ecrã de configuração o escreve em letra pequena: os requisitos só ordenam o Radar, a decisão é sempre do treinador. É uma escolha de produto, não uma limitação técnica. Uma faixa dada por um contador é uma faixa que não vale nada na sala.

Duas coisas que vale a pena perceber sobre as contas:

  • As horas saem da duração das aulas a que o aluno apareceu, naquela modalidade, desde a última subida. Um check-in de sala aberta, sem aula marcada, não conta para as horas de tatame.
  • Os meses contam desde a data da faixa atual, e desde a data do último grau quando o alvo é o grau seguinte. São duas contagens diferentes, mostradas lado a lado.

No BJJ, os mínimos de referência já vêm escritos: 16 anos para a azul, 24 meses na azul para a roxa, 18 meses e 18 anos para a castanha, 12 meses e 19 anos para a preta. A branca não tem exigência de entrada, e a cadência dos graus fica de propósito por preencher, porque cada escola dá graus ao seu ritmo, uns por assiduidade, outros por técnica. Editas tudo isto em Progressão, Graus, Configurar, degrau a degrau.

O Radar: quem está pronto, por ordem

Com a escada e os requisitos no sítio, o ecrã de Graus abre com duas vistas, Radar e Promover. O Radar é a lista que responde à pergunta do título.

Cada linha é um aluno numa modalidade. Mostra a faixa e o grau atuais, e dois blocos de contagem: aulas, horas e meses desde a faixa atual, e as mesmas três desde o último grau. À direita fica o estado: Pronto, ou o que falta em concreto, do género Faltam 3 aulas ou Faltam 2 meses. Um degrau sem requisitos escritos diz Sem regras em vez de inventar uma ordem, e quem está no topo da escada aparece como tal.

Há um aviso extra que é o mais útil para retenção: Parado há X meses. É o aluno que continua a aparecer e não sobe há demasiado tempo, o perfil que desiste sem avisar. Filtras por modalidade, procuras por nome e abres a ficha a partir dali.

Vale a pena abrir esta lista duas ou três semanas antes de uma graduação, e não no próprio dia. É o que transforma a cerimónia num evento preparado em vez de um minuto apressado no fim do treino, que é o assunto do guia sobre a graduação como evento que retém alunos.

Atribuir a faixa sem sair do tatame

Um registo que obriga o professor a ir a um computador depois da aula é um registo que não acontece. Por isso a atribuição vive dentro da aula: na lista de presenças da própria sessão, o treinador dá a faixa ou o grau num toque, e só a quem está mesmo naquela lista.

Isto passa pela app do treinador, a mesma app do ginásio noutro modo: ele vê a agenda dele, as presenças e a ficha de quem tem à frente, e nunca chega a faturação, pagamentos ou definições. Não há limite de contas de treinador.

Do outro lado, o aluno é avisado por push, na app e por email, e vê a subida no telemóvel ainda durante a cerimónia, com a família na sala. Depois disso, em O meu progresso, tem sempre à mão a faixa atual, os graus já dados, o histórico de promoções e o currículo do degrau seguinte, quando o tens escrito. Deixa de haver a conversa do "quanto falta", porque a resposta está no telemóvel dele.

Quem já graduava antes de ti: o ponto de partida

Esta é a parte que trava a maioria das escolas a mudar de sistema. Tens cento e trinta alunos com faixa, alguns graduados há oito anos, e o sistema novo não sabe nada disso. A tentação óbvia, criar presenças antigas para as contas baterem certo, é a pior ideia possível: corrompe a assiduidade que todos os outros relatórios leem.

A solução é o ponto de partida. Por aluno e por modalidade, registas a faixa, o grau, as duas datas e as aulas e horas que ele já trazia. Esses números ficam à parte e somam-se às aulas reais que forem acontecendo, por isso o Radar mostra o percurso completo sem um único check-in falso no sistema.

Há um limite deliberado: o ponto de partida funciona uma vez por aluno e por modalidade, e é recusado depois de já existir uma promoção registada na Stryde. É uma ferramenta de migração, não uma forma de reescrever o passado mais tarde.

E duas coisas que a Stryde não faz, para não ficares à espera delas. Não trata de inscrições, licenças nem prazos junto de nenhuma federação, e o que isso custa por atleta está no artigo sobre licença federativa e seguro desportivo. E não promove ninguém sozinha, por mais requisitos que cumpra.

Perguntas frequentes

A Stryde promove alunos automaticamente quando eles atingem os requisitos?

Não, por opção. Os requisitos que defines só ordenam a lista de quem está mais perto do próximo grau. Quem promove é sempre uma pessoa da tua equipa, com um toque e uma confirmação. O próprio ecrã de configuração o diz: os requisitos só ordenam o Radar, a decisão é sempre do treinador.

A minha modalidade já vem com escala configurada?

Vêm prontas as escalas de BJJ, judo, karaté, taekwondo, aikido, krav maga e capoeira, com a ordem mais comum da modalidade. Boxe, muay thai e MMA vêm com uma escala que editas com os nomes da tua escola, e o muay thai traz a sequência de prajioud. O kickboxing não tem escala no sistema: se o teu clube gradua, falas connosco e preparamos a tua.

As faixas de kids (cinza, amarela, laranja, verde) já vêm configuradas?

Não vêm. Cada modalidade tem uma escala só, por isso tens duas formas: acrescentas as faixas de kids à escala da modalidade, antes da branca, no mesmo ecrã onde editas nomes, cores e ordem; ou pedes-nos uma modalidade de kids com escala própria, que preparamos contigo.

Posso usar os nomes, as cores e os requisitos da minha escola?

Sim. Em Progressão, Graus, Configurar editas a escada inteira: nomes, ordem, cor de cada degrau, quantos graus tem cada faixa e os requisitos de cada um. Há um cuidado só: não mudes o código de um degrau depois de já teres alunos nele, porque é o código que liga o degrau ao histórico deles.

Consigo trazer o histórico de faixas dos alunos que já tenho?

Sim, com o ponto de partida: a faixa, o grau, a data e as aulas ou horas já feitas antes de usares a Stryde. Não são criadas presenças que nunca aconteceram, esses números ficam guardados à parte e somam-se às aulas reais. Funciona uma vez por aluno e por modalidade, e é recusado depois de já existir uma promoção registada.

Em que plano está incluído?

Faz parte da base, incluída no Starter, no Growth e no Pro, sem custo adicional e sem limite de alunos graduados.

Saber quem está pronto para graduar não é um problema de critério, é um problema de memória. A escada num sítio só, os graus contados dentro de cada faixa, e as aulas, os meses e as horas desde a última subida a ordenar a lista: é o que devolve ao professor a informação que ele já tinha. A decisão continua a ser dele. Tudo isto faz parte de graus e progressão, incluída na base, nos planos Starter, Growth e Pro, que vês em preços.

Última atualização: 5 de setembro de 2026. As escalas que vêm preenchidas são um ponto de partida editável, não uma imposição, e os tempos mínimos do BJJ são referências reconhecidas na modalidade, não regras da Stryde. Nenhuma promoção acontece sem uma pessoa a decidir.

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