Aulas de kids na box: como lançar e quanto cobrar

Equipa Stryde · 20 min de leitura · Atualizado a 7 de julho de 2026
Resposta rápida

As aulas de kids enchem a hora morta da box, as 16h30-18h30 em que o coach já está pago e o tapete está parado. Trazem a família toda e retêm durante anos. Para as lançares bem: três bandas de idade (≈4-6, 7-12, 13+), aulas de jogo e padrões de movimento (agachar, pendurar, correr, empurrar), nunca WODs em miniatura; cargas só com o peso do corpo e objetos leves; horário separado do open gym; e quem ensina precisa do título do IPDJ. A mensalidade de kids anda nos 26 a 44 €, abaixo da de adulto. Começa com uma turma piloto de 8 a 10, cheia com os filhos dos teus atletas.

Neste artigo
  1. Porque é que as aulas de kids fazem sentido para a box
  2. O que é uma aula de kids a sério (não é um WOD em miniatura)
  3. As bandas de idade: o que muda dos 4 aos 13+
  4. Segurança: cargas, espaço e quem ensina
  5. Quanto cobrar: a mensalidade de kids vs a de adulto
  6. Como lançar: a turma piloto e o calendário certo
  7. Falar com os pais: o laço de confiança
  8. O que medir para saber se funciona
  9. Perguntas frequentes
  10. Fontes

Um dono de box olha para o plano de kids e vê a mensalidade mais baixa da tabela. Conclui que os miúdos rendem menos e trata a aula deles como um extra simpático que talvez abra um dia. É a leitura mais cara que há neste negócio. Os kids não são o plano barato. São o que faz render a hora em que a box, de outra forma, estaria vazia, e o que traz uma família inteira atrás de cada criança.

Esta página é a versão box do argumento. O mesmo raciocínio, feito para academias de BJJ, está no guia das aulas de kids na academia de BJJ; aqui a diferença é o produto que ensinas. Não é agarrar no chão, é qualidade de movimento: agachar bem, pendurar-se, correr, empurrar, saltar. O jogo é o método. As contas de quanto cobrar saem do guia das mensalidades da box; aqui pegas nessa lógica e montas o programa. Uma parte é verificável e está ligada à fonte; onde é prática do terreno, digo-o.

Porque é que as aulas de kids fazem sentido para a box

Arruma primeiro a ideia de que os kids são meia mensalidade. Uma turma de crianças faz três coisas que uma aula de adultos não faz, e as três mexem no que a box ganha ao fim do ano.

  • Enchem a hora que estaria vazia. A tua box tem um buraco todos os dias entre as 16h30 e as 18h30. Os adultos ainda estão no trabalho, o open gym está morto, e o coach está pago ou disponível na mesma. É a janela exata em que as crianças saem da escola. Uma turma de kids nessa hora é receita quase limpa: a renda e o coach já os pagas de qualquer maneira. Não estás a abrir uma despesa nova, estás a vender uma hora que não vendias a ninguém.
  • Pagam os 12 meses. Um atleta adulto desaparece em agosto, some quando muda de emprego, volta em janeiro com os bons propósitos. Uma criança não decide isto. Decidem os pais, e os pais mantêm a rotina. O filho tem treino às terças e quintas, e vai às terças e quintas o ano letivo todo. Essa regularidade é o que torna a receita dos kids previsível de um mês para o outro, quando a dos adultos oscila com as estações.
  • Trazem a casa toda. Uma criança na box é a porta de entrada de uma família. O pai que fica sentado a ver a aula acaba muitas vezes a experimentar o On-Ramp; o irmão mais velho entra atrás. É o funil familiar, e é o canal com o valor por porta mais alto que a box tem. Uma criança inscrita não é um cliente. É o primeiro de dois ou três da mesma casa.

Junta as três. A hora morta passa a render, a receita fica previsível, e cada inscrição abre uma família. É por isso que uma box com um bom programa de kids aguenta um mau mês de adultos, e uma que só vive de adultos anda sempre a tremer. O programa não se improvisa, e começa por perceber o que é, mesmo, uma aula de kids a sério.

O que é uma aula de kids a sério (não é um WOD em miniatura)

Aqui está o erro que estraga a maioria dos programas antes de começarem: pegar no WOD do dia e reduzir os pesos. Uma criança de seis anos não é um adulto pequeno. Meter uma miúda a fazer o metcon dos graúdos com uma barra leve não é treino infantil, é um adulto a ser mal copiado. O programa oficial da CrossFit é claro nisto: para os mais novos, tudo se faz sem carga, sem nada nas mãos, porque "um tubo de PVC já é peso a mais para uma criança de três anos" (CrossFit Kids).

O que uma aula de kids treina são padrões de movimento através do jogo. Agachar, pendurar-se, correr, empurrar, puxar, saltar, rebolar. As mesmas bases dos adultos, mas ensinadas como brincadeira, não como treino. Uma aula típica é um aquecimento divertido, um bloco curto de trabalho, e um jogo (guia de treino CrossFit Kids). O objetivo não é intensidade, é construir as vias de recrutamento motor enquanto a criança se diverte e quer voltar. Uma miúda que sai a rir volta na quinta. Uma que saiu exausta e humilhada não volta, e leva os pais atrás.

As boxes cá que levam os kids a sério montam-nas assim. A CrossFit Black Edition corre aulas de 30 minutos, no máximo 15 crianças, descritas como atividade "divertida, segura e educativa", não como WOD (CrossFit Black Edition). A IronBox tem um programa dedicado para os 6 aos 14 anos (IronBox), e há boxes com uma marca de kids própria, como a Box6000 (Box6000 Kids). O padrão é o mesmo: espaço com cores, jogo a sério, e nada de barras carregadas.

Uma nota sobre o nome. Se a tua box é afiliada CrossFit, podes chamar-lhe CrossFit Kids e usar o currículo da marca. Se não és afiliada, o programa é teu e chama-se cross training para crianças, ou o nome que quiseres; o conteúdo, agachar bem e brincar com movimento, não é propriedade de ninguém. Definido o formato, falta separar as crianças por idade, porque uma turma dos 4 aos 13 não funciona para nenhuma delas.

As bandas de idade: o que muda dos 4 aos 13+

Meter uma criança de cinco anos e um pré-adolescente de treze na mesma aula não funciona para nenhum dos dois. O pequeno não acompanha, o graúdo aborrece-se. Estão em planetas diferentes de atenção, força e coordenação. Por isso as boxes que fazem isto bem separam por bandas. O currículo oficial da CrossFit divide em quatro escalões, pré-escolar (3-5), kids (5-12), pré-adolescentes (10-12) e adolescentes (12-18) (CrossFit Kids, curso). Para uma box a começar, três bandas cobrem quase tudo:

BandaIdadesDuraçãoRácio coach/criançaO que domina a aula
Pré-escolar≈4-630-40 minMais apertado (1 para 6‑8)Jogo puro, sem carga, coordenação e regras
Infantil7-1245 min1 para 10-12Jogo com estrutura, técnica a entrar, peso do corpo
Juvenis13+45-60 minComo os adultosA ponte para as aulas de adultos escaladas

Lê-se de cima para baixo, e a lógica é sempre a mesma: quanto mais novo o miúdo, mais curta a aula, mais apertado o rácio, e mais jogo do que estrutura. Um pré-escolar de cinco anos dá 30 a 40 minutos e precisa de um adulto por cada seis ou oito, porque a aula é quase toda a gerir atenção. Um juvenil de catorze aguenta a hora, treina técnica a sério com o peso do corpo, e começa a fazer versões escaladas do que os adultos fazem. As boxes cá recebem em janelas diferentes: a CrossFit Alvalade abre dos 5 aos 16 (CrossFit Alvalade), a CrossFit Aveiro trabalha os 10 aos 17 (CrossFit Aveiro). Não há uma regra única; há a que faz sentido para as idades que aparecem à tua porta.

O que muda por banda, em concreto, é a duração, o rácio e o material. Nos mais novos, nada nas mãos e mais coaches por criança. No meio, entram objetos leves e a técnica começa a contar. No topo, a banda dos 13+ é menos uma turma de kids e mais um degrau: é aqui que preparas a transição para as aulas de adultos, o ponto onde mais alunos se perdem se ninguém tratar da passagem. Quantas bandas abrir depende dos números que tens. O próximo passo é sempre o mesmo: enche uma turma antes de abrir a seguinte. Uma turma cheia de doze motiva mais do que três turmas de quatro.

Segurança: cargas, espaço e quem ensina

Numa aula de adultos, um erro custa uma dor nas costas. Numa aula de kids, custa a confiança de um pai, e um pai que perde a confiança não volta e conta aos outros. A segurança aqui não é um extra, é o produto. Três coisas não se negoceiam.

  • Cargas: peso do corpo e objetos leves, nunca barras carregadas. Antes da técnica estar limpa e a criança ter maturidade, não entra carga externa a sério. O agachamento aprende-se sem peso, a suspensão faz-se numa barra fixa, o "levantamento" é uma bola de medicina leve ou um tubo de PVC vazio. Isto não é ser cauteloso de mais, é o que o próprio programa manda (CrossFit Kids). A carga chega quando a técnica e o corpo estão prontos, e nunca antes.
  • O espaço: separado ou em horário dedicado, nunca kids no meio do open gym. Uma criança a correr entre atletas adultos que largam kettlebells é um acidente à espera de acontecer. Ou tens uma zona só para eles, ou, o mais comum numa box de uma sala, um horário dedicado em que a sala é só das crianças. As 16h30-18h30 servem também para isto: é a hora em que o open gym está vazio, por isso o espaço fica livre para os kids sem partilhar o tapete com ninguém.
  • Quem ensina precisa do título. Cross training é fitness aos olhos da lei portuguesa, seja a turma de adultos ou de crianças. Quem "orienta e conduz" o exercício precisa do título profissional de técnico de exercício físico do IPDJ (Lei 39/2012), e a box responde pela falta dele (Lei 39/2012). Isto vale para os kids exatamente como para os graúdos, e o passo a passo, mais a diferença entre o que é lei e o que é exigência da marca, está no guia de contratar coaches para a box. Se és afiliada e queres usar a marca CrossFit Kids, há ainda uma camada por cima: o curso CrossFit Kids exige que o coach já tenha o CF-L1, e frequentar o curso sem o L1 não habilita a dar aulas de kids (CrossFit Kids, curso). O título do IPDJ é a lei; o L1 mais o Kids é a marca; para a marca, precisas dos dois.

Falta a papelada dos menores. Cada criança na tua box é menor de idade, e isso muda o que tens de ter em ordem antes do primeiro treino: a autorização do encarregado de educação por escrito, uma ficha com contactos de emergência, e um seguro que cubra a criança em treino. Numa modalidade federada isto vem com a filiação; no fitness, confirma com o teu seguro de responsabilidade civil e de acidentes que a cobertura abrange menores em aulas dirigidas, e trata a autorização como o BJJ trata a dele. A lógica de menores está montada no guia das kids de BJJ; a fronteira é a mesma, o que muda é a via do seguro. O que isto significa no dia a dia é papelada que cresce com o número de crianças, e prazos de seguro a caducar em datas diferentes.

Quanto cobrar: a mensalidade de kids vs a de adulto

Agora a matemática, que é o que convence quem só olha para a etiqueta. A mensalidade de kids é mais baixa por cabeça do que a de adulto, e devia ser: uma criança treina uma ou duas vezes por semana, um atleta ilimitado entra e sai todos os dias. Mas o que conta não é o preço por cabeça, é o total por hora de sala.

Faz a conta. Uma turma de kids com 12 crianças a 36 € cada rende 432 € por mês, por um bloco de uma hora, duas vezes por semana, numa hora que não vendias a ninguém. O coach dessa hora já o pagavas na mesma. Por hora de coach, uma turma de kids cheia é dos slots mais rentáveis da box. A banda de preço de referência em Portugal, para aulas de kids, anda nos 26 a 44 € conforme a frequência, o mesmo intervalo que se vê nas academias de BJJ, que é o vizinho mais próximo com preços publicados. Sobre a de adulto, fica claramente abaixo: uma box cobra 65 a 95 € pelo ilimitado de adulto (guia das mensalidades da box).

O que faz ou desfaz esta conta é a ocupação. Uma turma a meio (6 crianças numa sala para 15) rende metade e gasta o coach inteiro. Por isso a decisão de preço dos kids não é "quão barato", é "quão cheio". Desenha assim, com honestidade:

  • 1 a 2x por semana como formato standard. A criança não precisa de vir todos os dias, e os pais não querem pagar como se viesse. Um plano de 1x/semana mais barato e um de 2x/semana por cima cobrem quase toda a procura.
  • Desconto de irmãos. Duas ou três crianças da mesma casa é comum na box, e o desconto do segundo filho é justo e fecha a inscrição. Não é caridade, é o funil familiar a pagar-se.
  • O pack família. O passo seguinte do funil: um preço combinado para os pais que também treinam mais os filhos. É o que faz de uma inscrição de kids a receita de uma casa inteira, e é honesto, porque cada um está mesmo a treinar.

A regra que fecha isto: cobra abaixo do adulto, o suficiente para trazer as famílias, mas nunca tão abaixo que a turma cheia não pague com folga o coach daquela hora.

Como lançar: a turma piloto e o calendário certo

Não abras seis turmas no papel à espera que se encham. Lança uma. Uma turma piloto de 8 a 10 crianças é o tamanho certo para arrancar: chega para a aula ter energia e ser rentável, e é pequena para o coach dominar enquanto aprende a dar kids. Como a enches:

  1. Os filhos dos teus atletas primeiro. Esta é a tua lista quente, e é ouro. Os pais já treinam contigo, já confiam na box, já estão no edifício às 18h. Uma mensagem à comunidade ("vamos abrir kids às terças e quintas às 17h30, os primeiros lugares são para os filhos da casa") enche meia turma numa semana, sem gastar um cêntimo em publicidade.
  2. O horário certo. Cruza a saída da escola com a hora morta da box. As 17h ou 17h30 apanham a criança já lanchada e o coach ainda antes do turno de adultos. Confirma com os pais da tua lista quente qual o dia e a hora que lhes dá jeito antes de fixar, porque uma turma no horário errado morre por muito boa que seja.
  3. Lança em setembro, ao ritmo escolar. Os kids seguem o ano letivo, não o ano fiscal. Setembro é o teu janeiro: os pais estão a montar as atividades do ano, a rotina ainda não está fechada, e há uma janela de duas semanas em que decidem tudo. Abrir uma turma de kids em setembro enche; abrir em fevereiro rema contra a maré.

Enche a piloto, deixa-a correr um trimestre, e só abres a segunda banda quando a primeira estiver com lista de espera. Crescer devagar aqui não é falta de ambição, é o que evita quatro turmas vazias que desmotivam toda a gente, a começar pelo coach.

Falar com os pais: o laço de confiança

O que segura uma criança na box durante anos não é só a aula. É o pai sentir que sabe o que se passa. Um pai que deixa o filho e não recebe nada de volta desconfia; um pai que recebe uma foto e uma linha sobre o dia fica descansado e paga o próximo mês sem pensar. A comunicação com os pais é o teu maior motor de retenção nos kids, e é quase de graça.

  • Presenças à vista. O pai quer saber que o filho apareceu e que alguém deu por ele. Um registo de presença simples, que o pai consegue ver, vale mais do que parece.
  • O que fizeram hoje. Uma linha no fim da aula ("hoje trabalhámos agachamentos e o jogo do corta-mato") diz ao pai que há um plano, não uma hora de correr à toa. É a diferença entre uma explicadora e uma ama.
  • Fotos, com consentimento. Uma foto da turma a rir é a melhor peça de marketing que a box tem, e o que mais emociona um pai. Só com autorização escrita para a imagem da criança, sempre, e o guia das kids de BJJ tem a mesma regra montada. Feito bem, o próprio pai partilha a foto e traz-te a família seguinte.

Este laço, feito à mão num grupo de WhatsApp, vira um caos de mensagens e menores misturados que ninguém quer gerir. Feito num sítio próprio, com presenças, recados e fotos por consentimento, é o que faz o pai ficar e trazer os outros.

O que medir para saber se funciona

Um programa de kids ou está a estabilizar a box ou está só a ocupar a sala, e a diferença vê-se em três números. Se não os segues, não sabes qual dos dois tens.

  • Ocupação da turma de kids. Lugares cheios sobre lugares disponíveis, turma a turma. Uma turma abaixo de 60% ou está no horário errado ou precisa de fundir com outra. É o número que diz se a conta por hora de sala fecha.
  • Percentagem de pais que viraram atletas. De cada dez famílias com uma criança inscrita, quantas têm um adulto a treinar contigo. É a medida do funil familiar a funcionar, e o número que prova que os kids valem muito mais do que a mensalidade que pagam.
  • Retenção anual das kids. Quantas das crianças inscritas há doze meses ainda cá estão. Com boa experiência, esta é das retenções mais altas da box; se está baixa, o problema é a aula, o coach ou o horário, não o preço.

Estes três, vistos mês a mês, dizem-te se o programa está a fazer o trabalho de estabilizar a box ou só a encher o horário. É a diferença entre uma box que aguenta e uma que cresce.

Perguntas frequentes

Como abro aulas de kids na box?

Começa com uma turma piloto de 8 a 10 crianças, no horário morto do fim da tarde (16h30-18h30), enchida com os filhos dos teus atletas atuais. Separa por bandas de idade (≈4-6, 7-12, 13+), corre aulas de jogo e padrões de movimento, não WODs em miniatura, e garante o título do coach, o seguro e a autorização de cada menor. Lança em setembro, ao ritmo escolar.

A partir de que idade as crianças podem treinar na box?

As boxes em Portugal recebem tipicamente a partir dos 4 ou 5 anos, e o currículo CrossFit Kids abre nos 3-5 com aulas de pré-escolar sem qualquer carga, só jogo e movimento. Quanto mais nova a criança, mais curta a aula e mais apertado o rácio de coach por criança. A carga externa só entra bem mais tarde, com técnica e maturidade.

Quanto cobrar pelas aulas de kids na box?

Em Portugal, a mensalidade de kids anda nos 26 a 44 €, conforme a frequência, abaixo da de adulto (65 a 95 € o ilimitado). Não se fixa para ser barata, fixa-se para encher a turma sem deixar de pagar o coach daquela hora. Usa 1 a 2x por semana como formato, com desconto de irmãos e pack família.

As crianças fazem os mesmos WODs que os adultos?

Não. Uma aula de kids é jogo com padrões de movimento (agachar, pendurar, correr, empurrar), não o WOD do dia com pesos reduzidos. Faz-se com o peso do corpo e objetos leves, nunca barras carregadas antes de a técnica e a maturidade chegarem. O objetivo é coordenação e diversão, não intensidade.

Preciso de curso especial para dar aulas de kids?

Por lei, precisas do título de técnico de exercício físico do IPDJ, o mesmo que para os adultos (Lei 39/2012). Se és afiliada e queres usar a marca CrossFit Kids, o curso da CrossFit exige que o coach já tenha o CF-L1; frequentá-lo sem o L1 não habilita a dar kids. O título é a lei, o L1 mais o Kids é a marca.

Lançar as aulas de kids na box é isto: encher a hora morta com jogo a sério, separar por bandas, tratar da segurança e da papelada de cada menor, cobrar abaixo do adulto sem deixar de pagar o coach, e falar com os pais para os segurar. Feito bem, é o que estabiliza a box toda. A parte pesada é a gestão das turmas, a papelada dos menores e a comunicação com os pais, mês após mês. É isso que o Stryde te tira das mãos, num só sítio. Marca uma demo e vê o Stryde a funcionar no teu espaço.

Fontes

  • CrossFit Kids, curso de certificação online. O curso cobre idades 3-17 (pré-escolar, kids, pré-adolescentes, adolescentes) e exige o CF-L1 ou CF-OL1: frequentar o curso de kids sem essa credencial não habilita a treinar CrossFit Kids. Consultado em julho de 2026.
  • CrossFit, What is CrossFit Kids. O programa treina crianças sem carga (nada nas mãos para os mais novos), por padrões de movimento e jogo, não por WODs de adulto. Consultado em julho de 2026.
  • CrossFit Kids, guia de treino. Estrutura de aula: aquecimento divertido, bloco curto de trabalho e jogo. Consultado em julho de 2026.
  • CrossFit Black Edition (Cascais). Exemplo de box portuguesa: aulas de kids de 30 minutos, máximo 15 crianças, descritas como atividade divertida, segura e educativa. Consultado em julho de 2026.
  • CrossFit Alvalade (Lisboa). Exemplo de box que recebe crianças e jovens dos 5 aos 16 anos. Consultado em julho de 2026.
  • CrossFit Aveiro. Exemplo de box com aulas para os mais novos, dos 10 aos 17 anos, focadas em motricidade sem a intensidade dos adultos. Consultado em julho de 2026.
  • IronBox. Exemplo de box com programa CrossFit Kids dedicado, dos 6 aos 14 anos. Consultado em julho de 2026.
  • Box6000 Kids. Exemplo de box com uma marca de kids própria. Consultado em julho de 2026.
  • Lei n.º 39/2012, de 28 de agosto (Diário da República). Regime da responsabilidade técnica pela direção das atividades de fitness: quem orienta e conduz o exercício precisa do título de técnico de exercício físico do IPDJ, o que abrange as aulas de kids. Lei alterada posteriormente; confirma a versão em vigor.

Última atualização: 7 de julho de 2026. O formato CrossFit Kids, os requisitos do curso e a Lei 39/2012 são verificáveis e remetem para a fonte. As bandas de idade, durações, rácios e a banda de preço são a prática comum das boxes e das academias em Portugal, não uma regra única; confirma o que faz sentido para o teu número de crianças.

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