Cronómetro e ecrã de sala na TV da box, sem gastar

Equipa Stryde · 10 min de leitura · Publicado a 5 de setembro de 2026
Resposta rápida

A televisão que já está na parede da box faz duas coisas que hoje pagas de outra maneira: mostra o cronómetro em ecrã inteiro, visível do outro lado da sala, e mostra as aulas de hoje com quem já chegou para a próxima. Abre no navegador da própria TV, com um endereço e um início de sessão, sem comprares aparelho nenhum. O que ela não faz é substituir o quadro do WOD, e mais abaixo explico porquê.

Neste artigo
  1. O telemóvel em cima da caixa não chega
  2. As três perguntas que a sala faz o dia todo
  3. O cronómetro: os quatro modos que a sala usa
  4. Quem já chegou, sem perguntar à receção
  5. Montar isto sem comprar nada
  6. O quadro do WOD continua a ser outro ecrã
  7. As regras de sala que te evitam chatices
  8. Perguntas frequentes

Numa box o tempo mede-se quase sempre da mesma forma: um telemóvel apoiado numa caixa de pliometria. Alguém tem de o pôr lá, alguém tem de lhe carregar no início, e a meio do AMRAP entra uma chamada. Quem está no fundo da sala não vê o ecrã e conta as rondas de cabeça.

A pergunta a seguir é sempre a mesma, e é do coach: quem já chegou para as 19h. Alguém vai espreitar a receção, ou o coach abre o telemóvel dele com a aula a meio.

As duas coisas resolvem-se com o ecrã que já está lá. Este artigo mostra o que uma TV de sala deve mostrar, que modos de cronómetro fazem falta numa box, como montar isto sem comprar nada, e onde é que este ecrã não serve, que é uma parte tão importante como a outra.

O telemóvel em cima da caixa não chega

O relógio da sala parece um detalhe até somares o que custa em atrito. O telemóvel do coach falha em três sítios ao mesmo tempo. Não se vê a seis metros, por isso metade da sala treina sem saber o tempo. Fica preso a uma pessoa, por isso quando o coach vai corrigir uma posição ninguém carrega no botão. E é um telemóvel, por isso toca, vibra, bloqueia o ecrã e apaga-se a meio do WOD.

O passo seguinte costuma ser comprar um relógio de intervalos para a parede. Resolve a visibilidade e mais nada. Entra na conta do pequeno material da box, aquela linha dos 300 a 600 € que junta chalk, tape, bandas e o quadro branco, e que quase ninguém orça a tempo (fizemos essa conta toda no guia de preços do equipamento de uma box). Não é dinheiro que te parta. É mais uma caixa na parede, com o seu próprio comando para alguém perder, que só sabe contar.

Entretanto, a televisão que já está montada na sala passa um canal de música ou está simplesmente desligada. É o ecrã maior que tens no espaço, está à altura certa e toda a gente olha para ele. Falta-lhe apenas conteúdo.

As três perguntas que a sala faz o dia todo

Antes de escolher aparelho ou software, vale a pena perceber que uma sala de treino faz sempre as mesmas três perguntas, e que só uma delas é sobre o tempo.

Quanto tempo falta. É a pergunta do atleta a meio da série. Precisa de resposta grande, legível de longe, sem ninguém ter de a repetir em voz alta.

Quem já chegou. É a pergunta do coach nos dez minutos antes da aula. Sem resposta à vista, alguém tem de ir à receção ou abrir o telemóvel, e é sempre quando a sala anterior ainda está a arrumar.

O que há hoje. É a pergunta de quem entra pela porta, do drop-in, do sócio que veio fora do horário habitual. Um horário do dia à vista responde-lhe sem interromper ninguém.

Um cronómetro dedicado responde à primeira. Uma folha impressa na receção responde à terceira, até deixar de estar atualizada. A segunda, na maioria das boxes, não tem resposta nenhuma que não seja perguntar. É por isso que o cronómetro e o ecrã de sala vivem no mesmo sítio na Stryde: são a mesma televisão a responder às três, conforme a hora do dia.

O cronómetro: os quatro modos que a sala usa

Um relógio de box não é um cronómetro de telemóvel com números grandes. São quatro modos, e uma box usa-os todos numa semana normal:

  • Contagem crescente. Conta do zero para cima. É o modo do "for time": o atleta acaba e o tempo dele está no ecrã.
  • Contagem regressiva. Escolhes os minutos e o relógio desce até zero. É o AMRAP e é o time cap.
  • EMOM. Janelas de um minuto seguidas, com a ronda à vista, para quem arranca a cada minuto novo.
  • Tabata. Rondas de 20 segundos de trabalho e 10 de descanso, com o ecrã a mudar entre trabalho e descanso.

Há dois pormenores que separam um relógio que a sala usa de um que a sala ignora. O primeiro é a preparação: qualquer arranque dá 10 segundos para a malta chegar à barra, com sinal sonoro nos últimos três e no arranque. Sem isso, o coach conta em voz alta e alguém começa sempre atrasado. O segundo é a ancoragem ao relógio real: o tempo é calculado a partir da hora de início, não somado tique a tique, por isso um navegador de televisão que abrande em segundo plano não faz o relógio ganhar nem perder segundos ao longo de um Murph.

Este mesmo relógio serve o resto da programação da box, incluindo uma simulação de Hyrox, onde é o tempo total e o tempo de cada estação que interessam. Não é um cronómetro à parte por modalidade, é o mesmo em toda a sala.

Quem já chegou, sem perguntar à receção

Esta é a parte que ninguém pede numa demo e que toda a gente comenta quando a vê. Fora das horas de aula, o ecrã mostra o horário do dia: o que já passou, o que está a decorrer, o que vem a seguir e a que horas. Dez minutos antes de uma aula começar, o ecrã muda sozinho e a aula toma conta da televisão, com o nome, o treinador e a lista de quem tem lugar.

À medida que os atletas passam o QR à entrada, os nomes acendem-se nessa lista e o contador de "já chegaram" sobe. O coach que entra na sala vê num relance quem falta e quantos são, sem perguntar a ninguém e sem abrir o telemóvel. É a mesma entrada que já usas para o check-in por QR code, agora com o resultado visível para a sala em vez de ficar só no sistema.

Três pormenores práticos que costumam ser a diferença entre um ecrã bonito e um ecrã em que a equipa confia:

  • A lista é honesta. Mostra reservas confirmadas e presenças. Uma vaga oferecida na lista de espera só entra quando o sócio confirmar, para o ecrã nunca prometer um lugar que ainda não é de ninguém.
  • Duas salas ao mesmo tempo. Se tens duas aulas a decorrer em simultâneo, aparecem as duas empilhadas no ecrã, não só a primeira.
  • Uma falha de rede não estraga o ecrã. Os dados atualizam-se de dez em dez segundos e, se a rede falhar, fica no ecrã a última informação boa em vez de um erro à frente da sala cheia.

Montar isto sem comprar nada

A montagem é mais aborrecida do que parece, e isso é bom sinal. Abres o navegador da televisão, vais ao endereço, inicias sessão uma vez com uma conta da equipa e carregas em ecrã inteiro. Acabou. Se a TV é antiga ou o navegador dela é mau, serve qualquer coisa que já esteja ligada à entrada HDMI: um portátil velho, um mini PC, uma box de streaming com navegador.

Enquanto a página está aberta, pede ao aparelho para não adormecer. Como nem todas as televisões respeitam esse pedido, desliga também a suspensão automática nas definições da própria TV, e fica resolvido para sempre.

Como está o relógio na salaO que mostraO que custaOnde falha
Telemóvel em cima da caixaSó o tempo0 €Não se vê do fundo da sala e uma chamada mata o WOD
Relógio de intervalos na paredeSó o tempoEntra no pequeno material, 300 a 600 € com o restoFaz uma coisa só, e traz mais um comando para perder
Tablet com uma app de cronómetroSó o tempoAparelho, mais a appNão sabe nada das tuas aulas nem de quem entrou
A TV da sala com o ecrã da StrydeAulas de hoje, quem já chegou e o cronómetro0 € de equipamento novo, incluído no planoPrecisa de rede na sala e de um navegador na TV

Sobre o preço, sem letra pequena: o cronómetro e o ecrã de sala fazem parte da base, incluídos no Starter, no Growth e no Pro, sem custo adicional. Não há aqui um extra para comprar depois, e podes confirmar isso na página de preços.

O quadro do WOD continua a ser outro ecrã

Aqui está o limite, dito antes de o descobrires numa demo. O ecrã de sala mostra as aulas de hoje, quem já chegou e o cronómetro. Não projeta o WOD. Se a expectativa é largar o quadro branco, esta não é a funcionalidade que faz isso.

O treino do dia vive noutro sítio, e de propósito. Publicas o treino no Quadro, com o botão Publicar treino, e ele aparece na app dos atletas, na modalidade certa e no dia certo. Quem quer ler o WOD antes de sair de casa lê-o no telemóvel, com calma, e chega à box já a saber o que vem.

Na sala, o quadro branco continua a ganhar por uma razão simples: o coach escreve por cima. As escalas mudam de turma para turma, alguém tem o ombro em recuperação, o RX de hoje é o scaled de amanhã. Um ecrã só de leitura não faz isso, e um quadro em que o coach não pode mexer é pior do que o marcador que já tens.

O que fica em digital, e é o que interessa a médio prazo, é o resultado. O tempo do Fran de cada atleta e o histórico dele ficam na app, não no fio da memória, e é isso que segura o sócio ao fim de um ano. Escrevemos o método completo em WODs de benchmark e retenção, e a parte de montar e reutilizar planos está na biblioteca de treinos e avaliações. Se ainda estás a decidir de onde vem a programação, o artigo sobre programação própria ou comprada trata dessa escolha.

As regras de sala que te evitam chatices

Uma televisão ligada o dia todo, com uma sessão da equipa aberta, é um sítio por onde passa toda a gente: sócios, acompanhantes, o técnico do ar condicionado. Vale a pena tratá-la como o balcão, não como o teu portátil.

Na Stryde há três decisões já tomadas por causa disso. Os nomes aparecem em primeiro nome mais a inicial do apelido, a Maria S. e não a Maria Silva Santos: a lista da aula é contexto público, o apelido não é. O ecrã nunca mostra pagamentos, contactos, moradas ou estado da mensalidade, nada disso passa para a televisão. E para sair do ecrã e chegar ao painel de gestão é preciso o PIN de saída, o mesmo do quiosque, que defines uma vez nas definições do quiosque. Sem PIN, um toque no canto levava qualquer pessoa ao painel do ginásio.

Do lado do dia a dia, duas regras práticas: usa uma conta da equipa nesse ecrã, nunca a tua conta pessoal de dono, e verifica de vez em quando que a sessão continua aberta. Se expirar, o ecrã não te deixa a sala a olhar para um erro, mantém a última informação boa e mostra um aviso discreto a pedir para iniciar sessão outra vez.

Feito isto, o ecrã deixa de ser um projeto e passa a ser mobiliário. É a coisa mais barata que uma box pode acrescentar à sala, e a que mais gente comenta na visita, sobretudo quando vem acompanhada do resto da gestão da box no mesmo sítio.

Perguntas frequentes

Preciso de comprar alguma coisa para ter cronómetro e ecrã na TV da box?

Não. O ecrã abre no navegador da própria televisão, ou de qualquer aparelho já ligado a ela, em ecrã inteiro, e fica assim o dia todo. O que precisas é de rede na sala e de iniciar sessão uma vez com uma conta da equipa.

O ecrã da sala mostra o WOD do dia?

Não. O ecrã da sala mostra as aulas de hoje, quem já chegou e o cronómetro. O treino do dia publicas no Quadro e ele aparece na app dos atletas, na Stryde; o quadro branco da sala continua a ser o quadro branco, com as escalas escritas à mão.

Que modos tem o cronómetro?

Quatro: contagem crescente, contagem regressiva, EMOM em janelas de um minuto com a ronda à vista, e Tabata de 20 segundos de trabalho e 10 de descanso. Qualquer um começa com 10 segundos de preparação, com sinal sonoro nos últimos três.

A televisão adormece se ficar com o ecrã ligado o dia todo?

A página pede ao aparelho para não adormecer enquanto está aberta, e volta a pedir sempre que o ecrã regressa à frente. Como nem todos os navegadores de televisão respeitam esse pedido, desliga também a suspensão automática nas definições da própria TV.

Está incluído em que planos?

Faz parte da base: está no Starter, no Growth e no Pro, sem custo adicional e sem limite de utilizações. Não é um extra que se compra à parte.

Quem passa pela sala consegue ver dados dos sócios no ecrã?

Vê o primeiro nome e a inicial do apelido, por exemplo Maria S., mais a foto de perfil se a pessoa tiver uma. Não há moradas, contactos, pagamentos nem estado da mensalidade. E para sair do ecrã e chegar ao painel é preciso o PIN de saída, para que ninguém que passe possa tocar e entrar.

Um cronómetro que a sala inteira vê e uma lista de quem já chegou não mudam o teu mês sozinhos. Tiram é duas fricções que acontecem todos os dias, à frente de toda a gente, e que hoje pagas com um telemóvel numa caixa e com alguém a ir espreitar a receção. A televisão já está na parede e o resto está incluído no plano. Marca uma demo e vê a Stryde a funcionar no teu espaço. E se estás a montar a sala de raiz, começa pelo que muda quando a box passa a treinar Hyrox, que decide equipamento e horário ao mesmo tempo.

Última atualização: 5 de setembro de 2026. O ecrã de sala mostra as aulas do dia, as chegadas e o cronómetro; o treino do dia publica-se no Quadro e aparece na app dos atletas, não na televisão. O comportamento de suspensão do ecrã depende do navegador da própria TV.

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