Virtuagym em Portugal: preços, o que inclui e alternativas

Equipa Stryde · 10 min de leitura · Atualizado a 27 de agosto de 2026
Resposta rápida

A Virtuagym não publica preços: pedes orçamento e o valor sai-te por escalões de sócios ativos, quase sempre com um ano de compromisso. Os 29 dólares dos diretórios são da app de consumidor, não da plataforma de gestão. E não a encontrámos na lista de programas certificados da AT, por isso somas-lhe faturação portuguesa à parte.

Neste artigo
  1. Quanto custa a Virtuagym a um ginásio em Portugal?
  2. Em que é que a Virtuagym é boa?
  3. A Virtuagym emite faturas certificadas pela AT?
  4. Que métodos de pagamento é que a Virtuagym aceita cá?
  5. Virtuagym isolada, Virtuagym com faturação à parte ou plataforma nacional?
  6. E se um dia quiseres sair?
  7. Que perguntas fazes antes de assinares?
  8. Perguntas frequentes
  9. Fontes

Quanto custa a Virtuagym a um ginásio em Portugal?

Não existe tabela pública. A página de preços da Virtuagym não te mostra planos nem valores: mostra-te um formulário e promete-te um orçamento à medida, o que na prática quer dizer uma chamada de vendas antes de veres o primeiro número. Os diretórios confirmam-no à sua maneira, e o TrustRadius escreve que a Virtuagym não tem, de momento, planos de preços listados.

O modelo é o das plataformas internacionais: o valor sobe por escalões conforme o número de sócios ativos e a licença fecha-se por um ano. Nenhum desses escalões está publicado, por isso não te vamos dar aqui um número inventado. Não há preço público da Virtuagym para ginásios em Portugal, e o único valor que conta é o que vier escrito na proposta que te enviarem. Se estás a comparar orçamentos, vê primeiro o que custa realmente um software de gestão de ginásio e só depois lhe encostas a proposta.

Exige por escrito, antes da assinatura:

  • o escalão em que entras e o que te acontece ao preço quando passares o limite de sócios ativos;
  • a duração mínima do contrato e o pré-aviso que lhes tens de dar para saíres;
  • se o preço é por espaço e quanto te custa o segundo;
  • que módulos ficam de fora e quanto custa cada um em separado;
  • a comissão que te levam sobre cada pagamento de sócio, para lá da mensalidade da licença.

E os 29 dólares que aparecem no Capterra?

O Capterra e o GetApp listam a Virtuagym a partir de 29 dólares por ano. Esse valor não é da plataforma de gestão: é da app de consumidor, a mesma que a Virtuagym vende em português a quem treina por conta própria, por 30 euros por ano. Se o levares para a reunião, crias-te uma expectativa que a proposta depois não te cumpre.

Em que é que a Virtuagym é boa?

Não estamos a falar de um fornecedor fraco. A Virtuagym diz servir mais de 10.000 negócios de fitness em mais de 80 países e a parte de treino é genuinamente forte: dá-te planos de treino e de nutrição, biblioteca de exercícios, acompanhamento de progresso, ligação a wearables e uma app de sócio com a marca do ginásio. Se o teu modelo vive de acompanhamento à distância e de personal training, isso pesa-lhe a favor.

A gestão também lá está, e encontras-lhe contratos digitais, marcações, gestão de equipa e cobrança recorrente. O problema não é a qualidade do produto. É o que lhe acontece quando o encostas às regras fiscais portuguesas.

A Virtuagym emite faturas certificadas pela AT?

É este o teste que decide cá, e resolve-se em cinco minutos. Um ginásio que faturou mais de 50.000 euros no ano anterior, que tem contabilidade organizada ou que já usa um programa de faturação, vê-se obrigado a emitir através de software certificado pela Autoridade Tributária, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 28/2019. Cada fatura tem de levar código QR, exigido desde 1 de janeiro de 2022, e ATCUD, obrigatório desde 1 de janeiro de 2023 ao abrigo da Portaria n.º 195/2020. Depois vem o SAF-T de faturação, que se comunica à AT até ao dia 5 do mês seguinte.

As coimas não são simbólicas. Falhar ou errar a comunicação do SAF-T custa-te entre 50 e 1.500 euros, segundo a mesma fonte. E emitir fora de programa certificado cai no artigo 128.º do RGIT, que a Ordem dos Contabilistas Certificados situa entre 1.500 e 18.750 euros. Quem as paga és tu, não o fornecedor lá fora.

Verifica-o tu mesmo e não te fies na resposta comercial: abre a lista oficial de programas de faturação certificados da AT e procura-lhe o nome. Ou o programa lá está com número de certificado, ou não está. À data em que escrevemos isto, não encontrámos lá a Virtuagym, e a própria página de pagamentos da Virtuagym fala-te de faturação online e de cobrança automática, nunca de certificação AT, ATCUD ou SAF-T. Se precisares do enquadramento completo, tens o detalhe em faturação certificada para ginásios e nos prazos e coimas do SAF-T.

Sobram-te dois caminhos, e são mesmo só dois:

  1. A plataforma faz-te a fatura legal. Cobras, faturas e comunicas no mesmo sítio, com a série comunicada à AT e o SAF-T a sair de lá.
  2. Delegas a fatura num programa português. A Virtuagym trata-te dos sócios e das marcações, e tu, ou quem trabalhar contigo, voltas a lançar as mesmas mensalidades no programa de faturação todos os meses e depois concilias os dois lados quando os valores não te baterem certo.

O segundo caminho funciona, e milhares de ginásios vivem assim. Só que te sai caro: duas licenças, um trabalho manual que te cresce com o número de sócios e uma conciliação que ninguém gosta de fazer no dia 3 de cada mês.

Que métodos de pagamento é que a Virtuagym aceita cá?

A página de pagamentos da Virtuagym lista-te cartão recorrente através da Paysafe, cartão pontual através do PayPal, débitos automáticos através da GoCardless, BACS no Reino Unido e débito direto SEPA. Multibanco e MB WAY não constam dessa lista.

Para um ginásio português isto conta-te muito. O débito direto SEPA resolve-te a mensalidade que se repete, mas a inscrição, o pack de dez aulas ou o pagamento em atraso pedem quase sempre um método que o sócio já traz no telemóvel. Antes de assinares, pergunta que métodos te ficam ativos na tua conta e o que pagas por transação. Depois compara-os com o que dizemos em MB WAY e Multibanco no ginásio.

Virtuagym isolada, Virtuagym com faturação à parte ou plataforma nacional?

CaminhoPreçoFaturação ATPagamentosContratoVeredicto
Virtuagym isoladaSem valor público, orçamento por escalões de sóciosNão anunciada nem encontrada na lista da ATSEPA, cartão, sem Multibanco publicadoAnual, confirma o pré‑avisoFalta‑lhe a parte fiscal
Virtuagym mais programa de faturação portuguêsDuas licenças somadasResolvida fora da plataformaDependem do segundo programaDois contratos a correrLegal, mas dá trabalho mensal
Stryde69, 129 ou 249 euros por mês, sem custo por sócioATCUD, QR e SAF‑T a partir do plano GrowthCobrança com 0% de comissão, dinheiro na tua contaSem fidelizaçãoTudo no mesmo sítio, cá

Onde a Virtuagym é mais forte, dizemo-lo sem rodeios: ganha-nos em biblioteca de treino e de nutrição, em escala internacional e em maturidade de produto. A Stryde não compete nisso e não finge o contrário. Compete na parte que te obriga a ir ao Portal das Finanças e a explicar séries ao contabilista.

E se um dia quiseres sair?

Pergunta isto antes de entrares, não depois. Enquanto fores cliente, os dados dos sócios, o histórico de pagamentos e as marcações vivem lá dentro, e o que te interessa é em que formato tos devolvem e em quanto tempo. Pede a resposta por escrito com o formato nomeado e guarda-a com o contrato assinado. Na Stryde a migração fazemo-la nós, e a ti só te compete a validação final.

Que perguntas fazes antes de assinares?

  • Encontra-la na lista de programas certificados da AT, com número de certificado?
  • Quem te comunica as séries e envia o SAF-T todos os meses, tu ou o software?
  • Quanto te custa o escalão seguinte, quando tiveres mais 100 sócios?
  • Quanto tempo dura o contrato e com que pré-aviso sais dele?
  • Se saíres, em que formato te devolvem os dados dos sócios e o histórico de pagamentos?

Se estás a fechar a decisão, vale-te a pena passares pela comparação dos softwares de gestão de ginásio em Portugal e pelos preços da Stryde, onde os três valores estão escritos na página, sem chamada prévia.

Perguntas frequentes

Quanto custa a Virtuagym por mês em Portugal?

Não há valor público. A Virtuagym trabalha por orçamento pedido através do site, e o preço varia com o número de sócios ativos e com os módulos contratados. Qualquer número que encontres em blogues ou diretórios não vem da Virtuagym, por isso pede-lhes a proposta por escrito e compara-a com preços publicados.

A Virtuagym tem plataforma em português?

A app de consumidor tem versão em português europeu. O site de negócio está em inglês, neerlandês, alemão, espanhol e francês, sem versão portuguesa, e o suporte comercial segue essas línguas. Confirma em que língua te vão responder quando algo te falhar a meio de uma inscrição.

A Virtuagym faz faturação certificada pela AT?

Não a anuncia e não a encontrámos na lista oficial de programas certificados da AT. Verifica-a tu na lista do Portal das Finanças antes de decidires. Se lá não estiver, precisas de um programa português para emitires com ATCUD, código QR e SAF-T. Passas a manter dois sistemas.

A Virtuagym exige contrato anual?

A licença vende-se por contrato, com condições de cancelamento definidas por escrito e nunca publicadas numa tabela. Pergunta-lhes a duração mínima, a data de renovação automática e o pré-aviso exigido, e pede que to escrevam no mesmo documento que assinas. Sem isso, só descobres as regras no dia em que quiseres sair.

Vale a pena para um estúdio pequeno?

Se o teu negócio vive de acompanhamento à distância e de planos de treino, a Virtuagym serve-te bem. Se vives de mensalidades, marcações e faturas portuguesas, ficas a pagar por conteúdo que não usas e continuas sem a fatura legal resolvida.

Faturar duas vezes, conciliar valores no fim do mês e explicar séries ao contabilista: é isto que a Stryde te tira das mãos. Marca uma demo e vê-a a funcionar no teu espaço. Marcar demo

Fontes

Equipa Stryde
Escrevemos sobre a gestão de ginásios, boxes, estúdios e escolas em Portugal. Factos verificados, fontes à vista.
Migração incluída

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