A Virtuagym não publica preços: pedes orçamento e o valor sai-te por escalões de sócios ativos, quase sempre com um ano de compromisso. Os 29 dólares dos diretórios são da app de consumidor, não da plataforma de gestão. E não a encontrámos na lista de programas certificados da AT, por isso somas-lhe faturação portuguesa à parte.
Neste artigo
- Quanto custa a Virtuagym a um ginásio em Portugal?
- Em que é que a Virtuagym é boa?
- A Virtuagym emite faturas certificadas pela AT?
- Que métodos de pagamento é que a Virtuagym aceita cá?
- Virtuagym isolada, Virtuagym com faturação à parte ou plataforma nacional?
- E se um dia quiseres sair?
- Que perguntas fazes antes de assinares?
- Perguntas frequentes
- Fontes
Quanto custa a Virtuagym a um ginásio em Portugal?
Não existe tabela pública. A página de preços da Virtuagym não te mostra planos nem valores: mostra-te um formulário e promete-te um orçamento à medida, o que na prática quer dizer uma chamada de vendas antes de veres o primeiro número. Os diretórios confirmam-no à sua maneira, e o TrustRadius escreve que a Virtuagym não tem, de momento, planos de preços listados.
O modelo é o das plataformas internacionais: o valor sobe por escalões conforme o número de sócios ativos e a licença fecha-se por um ano. Nenhum desses escalões está publicado, por isso não te vamos dar aqui um número inventado. Não há preço público da Virtuagym para ginásios em Portugal, e o único valor que conta é o que vier escrito na proposta que te enviarem. Se estás a comparar orçamentos, vê primeiro o que custa realmente um software de gestão de ginásio e só depois lhe encostas a proposta.
Exige por escrito, antes da assinatura:
- o escalão em que entras e o que te acontece ao preço quando passares o limite de sócios ativos;
- a duração mínima do contrato e o pré-aviso que lhes tens de dar para saíres;
- se o preço é por espaço e quanto te custa o segundo;
- que módulos ficam de fora e quanto custa cada um em separado;
- a comissão que te levam sobre cada pagamento de sócio, para lá da mensalidade da licença.
E os 29 dólares que aparecem no Capterra?
O Capterra e o GetApp listam a Virtuagym a partir de 29 dólares por ano. Esse valor não é da plataforma de gestão: é da app de consumidor, a mesma que a Virtuagym vende em português a quem treina por conta própria, por 30 euros por ano. Se o levares para a reunião, crias-te uma expectativa que a proposta depois não te cumpre.
Em que é que a Virtuagym é boa?
Não estamos a falar de um fornecedor fraco. A Virtuagym diz servir mais de 10.000 negócios de fitness em mais de 80 países e a parte de treino é genuinamente forte: dá-te planos de treino e de nutrição, biblioteca de exercícios, acompanhamento de progresso, ligação a wearables e uma app de sócio com a marca do ginásio. Se o teu modelo vive de acompanhamento à distância e de personal training, isso pesa-lhe a favor.
A gestão também lá está, e encontras-lhe contratos digitais, marcações, gestão de equipa e cobrança recorrente. O problema não é a qualidade do produto. É o que lhe acontece quando o encostas às regras fiscais portuguesas.
A Virtuagym emite faturas certificadas pela AT?
É este o teste que decide cá, e resolve-se em cinco minutos. Um ginásio que faturou mais de 50.000 euros no ano anterior, que tem contabilidade organizada ou que já usa um programa de faturação, vê-se obrigado a emitir através de software certificado pela Autoridade Tributária, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 28/2019. Cada fatura tem de levar código QR, exigido desde 1 de janeiro de 2022, e ATCUD, obrigatório desde 1 de janeiro de 2023 ao abrigo da Portaria n.º 195/2020. Depois vem o SAF-T de faturação, que se comunica à AT até ao dia 5 do mês seguinte.
As coimas não são simbólicas. Falhar ou errar a comunicação do SAF-T custa-te entre 50 e 1.500 euros, segundo a mesma fonte. E emitir fora de programa certificado cai no artigo 128.º do RGIT, que a Ordem dos Contabilistas Certificados situa entre 1.500 e 18.750 euros. Quem as paga és tu, não o fornecedor lá fora.
Verifica-o tu mesmo e não te fies na resposta comercial: abre a lista oficial de programas de faturação certificados da AT e procura-lhe o nome. Ou o programa lá está com número de certificado, ou não está. À data em que escrevemos isto, não encontrámos lá a Virtuagym, e a própria página de pagamentos da Virtuagym fala-te de faturação online e de cobrança automática, nunca de certificação AT, ATCUD ou SAF-T. Se precisares do enquadramento completo, tens o detalhe em faturação certificada para ginásios e nos prazos e coimas do SAF-T.
Sobram-te dois caminhos, e são mesmo só dois:
- A plataforma faz-te a fatura legal. Cobras, faturas e comunicas no mesmo sítio, com a série comunicada à AT e o SAF-T a sair de lá.
- Delegas a fatura num programa português. A Virtuagym trata-te dos sócios e das marcações, e tu, ou quem trabalhar contigo, voltas a lançar as mesmas mensalidades no programa de faturação todos os meses e depois concilias os dois lados quando os valores não te baterem certo.
O segundo caminho funciona, e milhares de ginásios vivem assim. Só que te sai caro: duas licenças, um trabalho manual que te cresce com o número de sócios e uma conciliação que ninguém gosta de fazer no dia 3 de cada mês.
Que métodos de pagamento é que a Virtuagym aceita cá?
A página de pagamentos da Virtuagym lista-te cartão recorrente através da Paysafe, cartão pontual através do PayPal, débitos automáticos através da GoCardless, BACS no Reino Unido e débito direto SEPA. Multibanco e MB WAY não constam dessa lista.
Para um ginásio português isto conta-te muito. O débito direto SEPA resolve-te a mensalidade que se repete, mas a inscrição, o pack de dez aulas ou o pagamento em atraso pedem quase sempre um método que o sócio já traz no telemóvel. Antes de assinares, pergunta que métodos te ficam ativos na tua conta e o que pagas por transação. Depois compara-os com o que dizemos em MB WAY e Multibanco no ginásio.
Virtuagym isolada, Virtuagym com faturação à parte ou plataforma nacional?
| Caminho | Preço | Faturação AT | Pagamentos | Contrato | Veredicto |
|---|---|---|---|---|---|
| Virtuagym isolada | Sem valor público, orçamento por escalões de sócios | Não anunciada nem encontrada na lista da AT | SEPA, cartão, sem Multibanco publicado | Anual, confirma o pré‑aviso | Falta‑lhe a parte fiscal |
| Virtuagym mais programa de faturação português | Duas licenças somadas | Resolvida fora da plataforma | Dependem do segundo programa | Dois contratos a correr | Legal, mas dá trabalho mensal |
| Stryde | 69, 129 ou 249 euros por mês, sem custo por sócio | ATCUD, QR e SAF‑T a partir do plano Growth | Cobrança com 0% de comissão, dinheiro na tua conta | Sem fidelização | Tudo no mesmo sítio, cá |
Onde a Virtuagym é mais forte, dizemo-lo sem rodeios: ganha-nos em biblioteca de treino e de nutrição, em escala internacional e em maturidade de produto. A Stryde não compete nisso e não finge o contrário. Compete na parte que te obriga a ir ao Portal das Finanças e a explicar séries ao contabilista.
E se um dia quiseres sair?
Pergunta isto antes de entrares, não depois. Enquanto fores cliente, os dados dos sócios, o histórico de pagamentos e as marcações vivem lá dentro, e o que te interessa é em que formato tos devolvem e em quanto tempo. Pede a resposta por escrito com o formato nomeado e guarda-a com o contrato assinado. Na Stryde a migração fazemo-la nós, e a ti só te compete a validação final.
Que perguntas fazes antes de assinares?
- Encontra-la na lista de programas certificados da AT, com número de certificado?
- Quem te comunica as séries e envia o SAF-T todos os meses, tu ou o software?
- Quanto te custa o escalão seguinte, quando tiveres mais 100 sócios?
- Quanto tempo dura o contrato e com que pré-aviso sais dele?
- Se saíres, em que formato te devolvem os dados dos sócios e o histórico de pagamentos?
Se estás a fechar a decisão, vale-te a pena passares pela comparação dos softwares de gestão de ginásio em Portugal e pelos preços da Stryde, onde os três valores estão escritos na página, sem chamada prévia.
Perguntas frequentes
Quanto custa a Virtuagym por mês em Portugal?
Não há valor público. A Virtuagym trabalha por orçamento pedido através do site, e o preço varia com o número de sócios ativos e com os módulos contratados. Qualquer número que encontres em blogues ou diretórios não vem da Virtuagym, por isso pede-lhes a proposta por escrito e compara-a com preços publicados.
A Virtuagym tem plataforma em português?
A app de consumidor tem versão em português europeu. O site de negócio está em inglês, neerlandês, alemão, espanhol e francês, sem versão portuguesa, e o suporte comercial segue essas línguas. Confirma em que língua te vão responder quando algo te falhar a meio de uma inscrição.
A Virtuagym faz faturação certificada pela AT?
Não a anuncia e não a encontrámos na lista oficial de programas certificados da AT. Verifica-a tu na lista do Portal das Finanças antes de decidires. Se lá não estiver, precisas de um programa português para emitires com ATCUD, código QR e SAF-T. Passas a manter dois sistemas.
A Virtuagym exige contrato anual?
A licença vende-se por contrato, com condições de cancelamento definidas por escrito e nunca publicadas numa tabela. Pergunta-lhes a duração mínima, a data de renovação automática e o pré-aviso exigido, e pede que to escrevam no mesmo documento que assinas. Sem isso, só descobres as regras no dia em que quiseres sair.
Vale a pena para um estúdio pequeno?
Se o teu negócio vive de acompanhamento à distância e de planos de treino, a Virtuagym serve-te bem. Se vives de mensalidades, marcações e faturas portuguesas, ficas a pagar por conteúdo que não usas e continuas sem a fatura legal resolvida.
Faturar duas vezes, conciliar valores no fim do mês e explicar séries ao contabilista: é isto que a Stryde te tira das mãos. Marca uma demo e vê-a a funcionar no teu espaço. Marcar demo
Fontes
- Lista de Programas de Faturação Certificados, Portal das Finanças: lista oficial da AT onde confirmas se um programa está certificado e com que número.
- Decreto-Lei n.º 28/2019, Diário da República: regime que obriga à emissão através de software certificado.
- Ordem dos Contabilistas Certificados, artigo 128.º do RGIT: coimas de 1.500 a 18.750 euros pela falta de uso de software de faturação certificado.
- Página de preços da Virtuagym: mostra que o preço é dado por orçamento, sem tabela pública.
- Página de pagamentos da Virtuagym: métodos de cobrança suportados, sem referência a certificação portuguesa.
- Site institucional da Virtuagym: línguas disponíveis, número de clientes e países.
- Virtuagym PRO, versão portuguesa: preço de 30 euros por ano da app de consumidor.
- TrustRadius, preços da Virtuagym: confirma a ausência de planos listados.
- Capterra, ficha da Virtuagym: origem do valor de 29 dólares por ano citado nos diretórios.
- GetApp, ficha da Virtuagym: mesma listagem de preço inicial.
- Cegid Vendus, código QR nas faturas: entrada em vigor do código QR em janeiro de 2022.
- Saphety, obrigatoriedade do ATCUD: ATCUD obrigatório desde 1 de janeiro de 2023, ao abrigo da Portaria n.º 195/2020.
- CRN Contabilidade, comunicação do SAF-T: prazo do dia 5 e coimas entre 50 e 1.500 euros.
- Cegid Vendus, quem é obrigado a usar software certificado: limiar dos 50.000 euros de volume de negócios.